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Pensando em valorizar a obra de Tom Jobim e apresentar ao público do Vale do Itajaí um show que reúne música brasileira e arranjos refinados compostos por artistas catarinenses, o músico Rafael Salvador propõe o show A Cor do Tom.

O espetáculo reunirá músicos e intérpretes que muito admiram Tom, com formações musicais enraizadas na MPB, influenciadas pelo Jazz e Bossa Nova.

Teatro Municipal de Itaja
O show será no Teatro Municipal de Itajaí.

Rafael trará ao palco as experientes intérpretes: Bárbara Damásio, Giana Cervi, Karla Freitas e Louise Lucena.

Dia 4 de Julho (sexta-feira) às 21 horas
Ingressos: R$ 15

Outras informações e ingressos:
Chilicom - 47 3366 4529
Claudio Guerra - 47 9975 1612

Flocos e aniversário

Sábado, verão, flocos e nada.

Assim quero esquecer o tamanho do desconhecido, ignorar os princípios e levar uma vida simples. Dessas vidas que ninguém pode ignorar, esquecer ou levar.

Desejo

Tive uma palavra de centeio em um café da manhã, guardei uma réplica do guardanapo e amanhecí feito pão-dormido.

Encontrei ilusão em sonhos e caramelo, o bom gosto é uma utopia.

Quando levantei, dormido, acordei que hipótese não se levanta, ela não dorme no ponto.

Tem vida de gente sem hipótese, são pessoas que correm, muito, pessoas que correm o risco. Esse tipo de atleta é arriscado e não tem olimpíada.

Gosto do sabor rococó dos ferros distorcidos das padarias, lembro de galo cantando, café e segunda-feira.

Sombra e ouvidos

Conhecí um granfino que comeu a humildade também.

Queria para sí toda epopéia de ser mais um dono do mundo. Para isso vestia-se enforcado em gravata, dizia tantos “não” que guardou pra sí só os tipos de solidão que não se altura, diferente da leitura e dos atos insólitos, impotentes.

Os cachorros eram o tipo de companhia paga e gentil que precisava, só.

Só também ficou, cheio de dinheiro e grama, 7 palmos daqui.

Flocos e aniversário

Sábado, verão, flocos e nada. Assim esquecemos o tamanho do desconhecido, ignoramos os princípios e levamos uma vida cheia de termos decorados e cordialidade, na frente dos pais, é claro!

Porque criança é tudo aquilo que a poesia não explica, assim como para as mães, poesia é tudo aquilo que a gente faz quando criança e ela não entende. (Retta)

O sossego anda desatento em prosa, ontém, por exemplo, amanheci de madrugada, acordei em um copo da água e bebi minha alma. Assim rejuvenesci pela última vez, era segunda-feira.

Como de costume, fiz do dia cotidiano. Como de costura, acostumei o cotiano.
Acostumar o cotidiano é como inventar travesseiro, afofando a cabeça a gente sonha mais tranquilo.

Percebi que me tornara adulto quando senti dor nas costas de adulto, tomei um remédio que veio em uma caixa de parênteses. Não tenho mais parênteses pra falar, falo para os meus amigos e desconhecidos, agora, parênteses não.

Voltando ao sonho, quando eu acordar me avisem, porque nem de beliscão conseguiram me convencer que o mundo de verdade é esse aqui mesmo, com tanta coisa confusa, a realidade é mesmo estranha no sono.

Sonâmbulo, amorei uma amora, assim aprendi a namorar em árvore. Ando sem amora no bolso, mas ando enamorado, isso é suficiente para um bípede.

Sessé

Descaminhar duas pernas é coisa da caixa de parênteses, afinal, de tanto enrolar os dedos, acordei adulto.

Tempestuoso

No mar coexistem toda paz e rebeldia que é preciso ter para se originar um planeta.

É sempre de um dia que nasce o outro, assim o pôr-do-sol abraça a noite, o escuro apaga o dia, mas antes de tudo, o passado acalma o que já passou.

Hoje amanhecí sem lembrar o que denotara na caderneta de pandora. Antes de escurecer, ví o piano-do-mar e voltei correndo para casa. Correndo estava escrito.

O silêncio deu boa-noite ao senhor que envelhecia e logo começava o futuro, esquecido e desatento. Aquele dia nenhuma fruta caira do pé, porque pedir gravidade e noite ao tempo era alaúde.

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Tenho notado que o tempo só faz a diferença quando o coração bate no presente. Aqui está o primeiro pedido de amanhã!

O gosto de uma colina só é provado no primeiro alvorecer. Quando tempestuoso faz o gesto do olhar de uma moça, pode ser próspero quanto é o fundo do mar, ou mesmo obscuro quanto é o fundo do mar. A colina é moça.

Poucos provam o gosto da colina, poucos acordam cedo e poucos dormem pouco. O mundo de poucos é pequeno, e simples, e amado. Eu nunca lí Jorge Amado, mesmo assim, no meu mundo tenho uma flor, o pente da sorte de alguém e cinco desaprendimentos fora da caixa.

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O cabelo-do-mar é violento, o piano-do-mar é atencioso e o mar é só o mar.

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Hoje foi meu aniversário! À partir das 20h rolou uma festa surpresa para os convidados. Teve 3×4, videogame e internet grátis.

Muito obrigado à todos que lembraram, compareceram, ligaram ou mandaram um sinal de fumaça. Um obrigado especial aos Scraps, Powerpoints (Ewerson e Everton). Agradeço os altinhos, os baixinhos, enrugados ou não, em fotografias coloridas ou preto e branco, crianças, pais e mães presentes.

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Obra ainda não acabada e de título desconhecido - 2008

AbrilIntroduzindo uma nova perspectiva ao planeta, os palhaços Hiper-modernos, vestidos de pintores, estão trabalhando durante 24 horas em 20 telas para a exposição inaugural da Sociedade dos Pintores do Ângulo Insólito em São Paulo.

Às custas de muita sombra e tinta fresca, os quadros tem sido construídos na praia de Cabeçudas, Itajaí, Santa Catarina… em clima muito divertido e colaborativo, onde todos opinam em tudo e cada um faz um pouco.

_MG_2980_MG_2988Retta_MG_2985Décio

Utilizando técnicas maravilhosas, como terra de vários lugares para fazer o chão das pinturas, levar os quadros para de baixo da sombra das árvores à noite para ter uma sombra fiel às perspectivas e dialogando madrugadas para criar argumentos que norteiem os elementos presentes nas telas, o Quarteto Fantástico - que soma mais de um século de experiência - tem mostrado que santo de casa veste Armani. Leia Mais »

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Em sua apresentação, ontém, no municipal de Itajaí, Bárbara fez bonito. Acompanhada dos músicos Duda Cordeiro (contrabaixo), William Goe (bateria), Evandro Hasse (metais e percussão) e Oliver Dezidério (piano), Bárbara Damásio trouxe alguns clássicos de Chico Buarque muito bem apresentados ao público bom ouvinte de Itajaí e região.

Com as maravilhosas parcerias de Chico Preto em Biscate e Giana Cervi em Partido Alto e O Meu Amor, Bárbara engrandeceu o repertório com a excelência da MPB em execuções muito bem dialogadas cênicamente.

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Certamente é o tipo de espetáculo feito por gente daqui que faz a diferença e mostra que Cultura Popular é coisa de teatro sim! Com preço acessível e uma estrutura que não deixa nada a desejar, o Municipal de Itajaí torna-se o ícone das produções culturais da região.

Bom, sou suspeito de falar qualquer coisa, fotografei, ouví e adorei o show, mas foi MUITO BOM!

Por Fabricia Prado em um recorte do seu blog, Mundo 47.

A jovem cantora Bárbara Damásio, 21 anos, de Itajaí, subiu ao palco do Teatro Municipal na noite deste domingo para mais uma edição do seu “Bárbara canta Chico”. Quem esteve no Municipal teve a chance de ouvir uma das mais belas vozes da região, que com o tempo e trabalho pode ser destaque em todo país.

Se no repertório de Chico Buarque sobram composições espetaculares e populares que facilitam a escolha do repertório para uma homenagem com garantia de sucesso, certamente não é qualquer artista que consegue interpretá-las com a qualidade que Bárbara o fez.

Chico Preto e Giana Cervi, participações especiais.

Especiais!

Os convidados também foram uma escolha acertadíssima. Com uma irreverência e com um estilo mais do que próprio de interpretar a passagem de Chico Preto pelo palco foi veloz, mas marcante. Não só pela interpretação irreverente e divertidíssima em “Biscate”, mas também porque livrou Bárbara do nervosismo aparente do início da apresentação. O mesmo aconteceu com a entrada de Giana Cervi no palco. Giana - que dispensa qualquer comentário - tem uma presença de palco contagiante o que mais uma vez contribuiu para que Bárbara relaxasse.

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