No mar coexistem toda paz e rebeldia que é preciso ter para se originar um planeta.
É sempre de um dia que nasce o outro, assim o pôr-do-sol abraça a noite, o escuro apaga o dia, mas antes de tudo, o passado acalma o que já passou.
Hoje amanhecí sem lembrar o que denotara na caderneta de pandora. Antes de escurecer, ví o piano-do-mar e voltei correndo para casa. Correndo estava escrito.
O silêncio deu boa-noite ao senhor que envelhecia e logo começava o futuro, esquecido e desatento. Aquele dia nenhuma fruta caira do pé, porque pedir gravidade e noite ao tempo era alaúde.
Tenho notado que o tempo só faz a diferença quando o coração bate no presente. Aqui está o primeiro pedido de amanhã!
O gosto de uma colina só é provado no primeiro alvorecer. Quando tempestuoso faz o gesto do olhar de uma moça, pode ser próspero quanto é o fundo do mar, ou mesmo obscuro quanto é o fundo do mar. A colina é moça.
Poucos provam o gosto da colina, poucos acordam cedo e poucos dormem pouco. O mundo de poucos é pequeno, e simples, e amado. Eu nunca lí Jorge Amado, mesmo assim, no meu mundo tenho uma flor, o pente da sorte de alguém e cinco desaprendimentos fora da caixa.
O cabelo-do-mar é violento, o piano-do-mar é atencioso e o mar é só o mar.










7 Comentários
Olá Brilhante Cabeça Pensante:
Impactante, vivo mas um texto que jamais será efêmero, como o desenhar das ondas…
Isto fico tatuado na mente daqueles que admiram o BELO!!!
Parabéns mais uma vez pela tua sensibilidade…
Um beijo com carinho
Geneviève
que lindo Guilherme!!!
e o que falar das fotos?!
“só o mar” é ótimo.
“No mar coexistem toda paz e rebeldia que é preciso ter para se originar um planeta.”
Eu diria em homenagem a você, jovem sensível, rebelde e criativo aproveitando a frase inicial desse belo escrito seu:
“No jovem coexistem toda paz e rebeldia que é preciso ter para se originar um homem.”
“o mundo de poucos, é pequeno, simples, e amado”
adorei.
ahhh
as Fotos!
divinas!
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